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05/04/2011 - ARTIGO: Mosca Branca causa perdas de produtividade e lucratividade na horticultura, feijão, algodão e soja

Folha Rural

A Mosca Branca é uma das pragas mais conhecidas no mundo e está presente em praticamente todas as regiões agrícolas, principalmente em regiões de clima tropical e sub-tropical. No passado, a praga causava grande preocupação nos produtores de feijão e tomate por ser vetor de viroses que causavam até 100% de perdas nestas culturas.

No cenário atual, além de eficiente vetora de viroses em diversas culturas de importância econômica, a Mosca Branca vem assombrando produtores e causando prejuízos com danos diretos. Hoje, a Mosca Branca pode ser considerada uma praga da horticultura, do feijão, do algodão e da soja, gerando grandes perdas nessas culturas.

Antes coadjuvante de pragas importantes como percevejos e lagartas na cultura da soja, hoje a Mosca Branca se tornou uma praga de destaque em algumas regiões produtoras. Antigamente ela chegava a passar despercebida e não despertava interesse de controle por parte dos produtores, mas em função da sua velocidade de multiplicação, passou a ser vista como um grande problema para a agricultura.

O adulto da Mosca Branca se caracteriza por ser muito pequeno, de coloração branca a olho nu e, sob lupa, amarelo-pálido em razão de seu abdômen ser dessa cor, os olhos são avermelhados e se destacam no corpo do inseto. A principal forma de dispersão do inseto adulto é pelo vento. A Mosca Branca põe em média 200 ovos por fêmea, que, ao eclodirem, dão origem à fase de ninfas.

Nesta segunda fase do ciclo de vida da Mosca Branca, as ninfas passarão a sugar a planta, extraindo a seiva e, simultaneamente, excretando uma substância açucarada, que é um eficiente meio de cultura para desenvolvimento da “fumagina”, um fungo que impede a realização da fotossíntese e causa a morte da planta. Além disso, durante a alimentação, injetam toxinas que causam sintomas de prateamento das folhas em abóboras e abobrinhas, amadurecimento irregular em frutos de tomateiro, talo branco em brócolis e couve.

A disseminação do vírus é feita pelos adultos, que, após se alimentarem na planta doente, se dispersam voando para plantas vizinhas ou são levadas pelo vento a distâncias relativamente longas. Ao se alimentar nas plantas sadias, transmitem o vírus, que leva ao enfraquecimento das plantas, e, dependendo da idade da planta ao se infectar, levam a perdas de até 100%.

De acordo com pesquisas, períodos secos e quentes favorecem o desenvolvimento e a dispersão da praga, que apresenta seu pico populacional em épocas com esse tipo de condição climática. A infestação de uma área pode ser um fator limitante para o cultivo de algumas culturas, como a do feijão. Propriedades com alta incidência de Mosca Branca inviabilizam o cultivo do feijão na área.

Atualmente o controle da Mosca Branca é realizado via aplicação de inseticidas, com foco principal no controle de adultos, por ser mais viável financeiramente. O uso de defensivos agrícolas no combate ao inseto adulto nem sempre é a melhor saída, pois não controla os ovos e ninfas da Mosca Branca, que no futuro serão novamente um problema na lavoura.

A aplicação de produtos que controlam os ovos da Mosca Branca ajuda na quebra do ciclo de vida do inseto, diminuindo a incidência da praga. Os produtos encontrados no mercado brasileiro para o controle de ovos do inseto ainda são mais caros que os usados no combate ao adulto, mas o retorno financeiro do produtor no final da colheita é mais alto, pois o uso desses inseticidas garante maior produtividade no campo.

Ou seja, a melhor medida de controle químico é a combinação em manejo de produtos que controlam o adulto, como os neonicotinóides, especialmente aqueles que apresentam seletividade a abelhas, aliados a produtos de ação ovicida, que assegurarão um melhor e maior período de controle. Com isso, tem –se um custo por dia de controle muito mais atrativo do que o simples controle do adulto.

Junto com o uso dos defensivos, o agricultor deve adotar outras medidas de prevenção contra a Mosca Branca, como o plantio de mudas sadias, o uso de barreiras vivas, limpeza da lavoura, entre outras ações que ajudam a diminuir a incidência da praga na cultura. Promover o manejo integrado é importante não só para o combate da Mosca Branca, mas também de outras pragas que afetam as culturas. Esse processo ajuda a diminuir as perdas no campo e o aumento da lucratividade do produtor.

* Raphael Godinho é engenheiro agrônomo e Gerente de Produtos – Inseticidas da IHARA e Hélio Tukamoto é engenheiro agrônomo e Gerente de Pesquisa da IHARA.



Fonte: http://www.revistafolharural.com/artigos/

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