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25/07/2011 - Spodoptera no tomate industrial

Durante o ciclo da cultura do tomate um número bastante variado de espécies de insetos pode vir a atacá-la, e quando atingem populações elevadas, são capazes de causar perdas significativas no rendimento da lavoura, logo necessitam ser monitorados e controlados no seu devido tempo.

Dentre as pragas que atacam o tomateiro destacam-se as lagartas do gênero Spodoptera, que pela sua voracidade e dificuldade de controle tem sido considerada como praga importante da cultura.

Os danos iniciam-se após o transplante da muda no campo e podem se prolongar por todo o desenvolvimento da cultura, principalmente na fase reprodutiva. Entre as espécies de Spodoptera, destacam-se S. frugiperda; S. eridania e S. cosmioides, formando um complexo de pragas que vem, ano após ano, apresentando-se cada vez mais freqüentes nos cultivos de tomate, especialmente no cerrado brasileiro.

Algumas das prováveis hipóteses deste aumento é o plantio continuado de culturas hospedeiras e a fácil adaptação da praga aos diferentes cultivos. Além disso, é possível que as espécies incidentes, devido às aplicações continuadas dos mesmos princípios ativos, sejam resistentes aos inseticidas mais utilizados.

Inicialmente as espécies de Spodoptera mantêm-se agrupadas raspando o parênquima das folhas e com o passar dos estágios distribui-se pelas plantas do tomateiro podendo atacar diferentes partes da cultura, danificando folhas, flores, ramos e frutos.

Quando grandes, as lagartas, principalmente da espécie S. frugiperda podem cortar mudas recém-transplantadas, diminuindo o estande e em muitos casos obrigando um novo transplante de mudas. Na fase reprodutiva da cultura estas lagartas podem perfurar os frutos, depreciando-os. Neste caso, são conhecidas dentro do complexo de pragas do tomateiro como brocas grandes.

A escolha correta dos métodos de controle dependerá do reconhecimento da espécie presente, época de maior ocorrência e níveis de dano, pois a aplicação desordenada ou calendarizada de inseticidas pode favorecer o surgimento de insetos resistentes em altas populações e a eliminação de inimigos naturais, fatos já observados em várias lavouras do Centro-Oeste do Brasil.

Recomenda-se no controle da praga a utilização de produtos com características de seletividade aos inimigos naturais e de baixa toxicidade. Por essa razão, é de extrema importância que se façam novas pesquisas sobre os inseticidas existentes, pois o uso generalizado de misturas pouco seletivas precisa ser reduzido para esta cultura.

* Cecilia Czepak é Doutora e Professora de Manejo Integrado de Pragas na Escola de Agronomia e Engenharia de Alimentos da Universidade Federal de Goiás
* Alessandro Guimarães de Amorim Silva é Consultor Técnico de Pesquisa da IHARA
* Marina Carvalho Mouzinho é Graduanda do curso de Engenharia Agronômica pela Universidade Federal de Goiás
* Murilo Bernardino Pereira é Aluno especial do curso de pós-graduação da Universidade Federal de Goiás

Autor: * Cecilia Czepak, Alessandro Guimarães de Amorim Silva, Marina Carvalho Mouzinho e Murilo Bernardino Pereira

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